Colapso – Natureza e Sociedade
Por trás da lona preta: por que a chuva não explica sozinha os desastres em Salvador

Por trás da lona preta: por que a chuva não explica sozinha os desastres em Salvador

Pesquisas do Grupo COLAPSO, conduzidas por Jilvana Ferreira da Silva Souza sob orientação de Grace Bungenstab Alves, mostram como infraestrutura precária, desigualdades raciais e decisões públicas se relacionam aos desastres por movimentos de massa em Salvador. A análise de registros históricos e documentos institucionais evidencia os limites das respostas emergenciais e a necessidade de políticas contínuas de prevenção e acesso à moradia segura.

61 mil focos de erosão revelam áreas críticas de degradação do solo no Mato Grosso

61 mil focos de erosão revelam áreas críticas de degradação do solo no Mato Grosso

Estudo publicado na Earth Surface Processes and Landforms mapeou 61.005 focos de erosão hídrica linear no Mato Grosso e identificou 15 áreas críticas. Os resultados mostram como relevo, solos e incompatibilidades entre uso da terra e potencial agrícola ajudam a explicar a concentração de ravinas e voçorocas e apontam caminhos para o planejamento e a conservação dos solos.

Solos e relevo no Semiárido revelam paisagens do passado

Solos e relevo no Semiárido revelam paisagens do passado

Estudo publicado na Catena mostra como solos e formas de relevo registram diferentes etapas da evolução de um planalto sedimentar no Semiárido brasileiro. Latossolos profundamente intemperizados, solos rasos, couraças ferruginosas e depósitos aluviais revelam a interação entre pedogênese, erosão, sedimentação, estabilidade do relevo e mudanças ambientais ao longo do tempo.

Latossolos no semiárido nordestino: o que essa contradição revela?

Latossolos no semiárido nordestino: o que essa contradição revela?

Por que existem Latossolos no semiárido nordestino? Neste texto, a partir do artigo de Grace Bungenstab Alves, mostramos como a integração entre solo e relevo revela heranças de fases mais úmidas e reorganizações recentes da paisagem. Dois exemplos: Vertissolos com idades holocênicas por LOE e a transição Latossolo–Planossolo. Tais estudos reforçam que inventário separado não explica processo, e que as zonas de transição concentram as chaves de interpretação.

O solo como guardião da paisagem: o enigma das formações campestres no bioma Mata Atlântica

O solo como guardião da paisagem: o enigma das formações campestres no bioma Mata Atlântica

Este estudo investiga o Campo do Veludo, uma formação campestre isolada em meio à Mata Atlântica no sul de São Paulo. Integrando dados de solo, relevo e vegetação, a pesquisa revela que Espodossolos rasos, ácidos e mal drenados controlam a estrutura da paisagem e limitam o avanço da floresta, configurando um enclave biogeográfico de exceção. Os autores discutem também possíveis conexões com as formações de muçunungas, ampliando o debate sobre a diversidade de paisagens nos trópicos úmidos.

Formação de professores e PIBID em tempos de precarização: reflexões críticas e caminhos possíveis

Formação de professores e PIBID em tempos de precarização: reflexões críticas e caminhos possíveis

Esta postagem analisa criticamente a formação de professores e o PIBID em tempos de precarização, a partir do livro Professor S/A e de produções associadas desenvolvidas no âmbito do Colapso/UFBA. Discute-se como as transformações recentes nas políticas públicas têm impactado negativamente a formação docente, ao mesmo tempo em que se destacam experiências e reflexões que apontam para resistências coletivas e caminhos alternativos. A publicação reúne contribuições sobre os efeitos da acumulação flexível na educação, articulando ensino, pesquisa e ação política no campo da Educação Geográfica.

Calendário de Reuniões COLAPSO – Maio a Julho de 2025

Calendário de Reuniões COLAPSO – Maio a Julho de 2025

Entre maio e julho de 2025, o Grupo de Pesquisa COLAPSO – Natureza e Sociedade promove uma nova rodada de reuniões temáticas com foco nas múltiplas dimensões da Geografia Física. A programação reúne pesquisadores em diferentes etapas da formação acadêmica para discutir temas como evolução da paisagem, processos pedogenéticos, conexões ecológicas, riscos socioambientais e abordagens sensíveis ao território. As reuniões acontecem semanalmente, sempre às quintas-feiras, às 14h30, no Instituto de Geociências da UFBA, com transmissões pontuais para integrar participantes que estão fora de Salvador. A atividade é aberta ao público e busca fortalecer o diálogo interdisciplinar, a construção coletiva do conhecimento e a visibilidade das pesquisas em andamento no grupo.

Topossequência: um caminho entre o solo e a paisagem

Topossequência: um caminho entre o solo e a paisagem

Apresentamos três contribuições teóricas que discutem o papel das topossequências na análise integrada solo-relevo. A partir de diferentes abordagens metodológicas, os textos revisitam conceitos fundamentais da Geografia Física, com foco na compreensão dos solos como sistemas dinâmicos inseridos na paisagem. Um convite à reflexão sobre a articulação entre pedologia, geomorfologia e evolução da paisagem em ambientes tropicais.